Métodos de detecção do vírus HIV-AIDS
 
   Existem três maneiras principais de se detectar se uma pessoa está contaminada pelo vírus HIV, o vírus causador da AIDS. A primeira e mais usada é chamada de técnica ELISA. Por esta técnica investiga-se se há no organismo do indivíduo anticorpos contra o vírus da AIDS. Uma vez que o organismo humano leva aproximadamente 3 meses para gerar uma resposta imunológica ao vírus da AIDS e deste modo gerar os anticorpos, esta técnica só é capaz de detectar a presença do vírus 3 meses depois que o indivíduo foi infectado. A técnica conhecida como Western Blot atua através da detecção das proteínas que são especificamente expressas pelo vírus. Já por PCR o teste é realizado através da detecção do material genético do vírus, podendo deste modo se estabelecer a presença do vírus após poucos dias de infecção. Pelo processo de PCR, os primers que são complementares aos fragmentos de RNA do vírus são adicionados (o vírus HIV é formado por RNA e não por DNA), e se houver a presença do vírus, haverá formação de um fragmento correspondente ao RNA do vírus. Se não houver contaminação, nenhum fragmento será originado, pois os primers não encontrarão a seqüência do vírus à qual deveriam se ligar.
  Deste modo, podemos dizer que pelo método ELISA a detecção é feita através da presença de anticorpos contra o vírus; pelo método de Western Blot a detecção é feita através da presença das proteínas do vírus, e pelo método de PCR a detecção é feita através da presença do material genético do vírus. O método de PCR é considerado o mais eficiente, porque não depende de que o vírus esteja expressando as proteínas específicas ou que o organismo tenha desenvolvido uma resposta imunológica detectável pelo método ELISA. Este método seria a forma mais segura de se testar o sangue utilizado para transfusões. Apesar deste método ser ainda muito caro, ele pode ser realizado nos principais laboratórios do Brasil.
 
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